[Primeiras impressões do livro NIHIL]

April 25, 2018

          Olá turminha boa de leitura, hoje vou apresenta-los as primeiras impressões do livro, “NIHIL” da autora Carolina Mancini, pela Editora Estronho.

        Carolina Mancini é uma autora que já acompanho a um certo tempo e posso afirmar que ela sempre surpreende seus leitores e não foi diferente com esse novo enredo que ela está apresentando. Acompanhei bem de perto as postagem que ela fazia a respeito do livro com um clima de suspense e horror.  Fiquei muito curiosa para conhecer a trajetória do enredo e também feliz por receber os primeiros capítulos para degusta-lo, então agora chegou o momento de falar sobre o que senti com essa nova experiência.

 

 

        Vamos de sinopse primeiro, porque este livro requer muito mais que falar de personagens. Falarei mais sobre as sensações causadas e presenciadas, pois embarquei sem medo nessa trajetória alucinante e agonizante. Eu estava lá!

SINOPSE:

Enclausurado por muito tempo, o ser humano definha.
Do lado de fora, uma espessa neblina dominou países inteiros.

Ela mata quem se arrisca a desbravá-la, espalha vísceras, sangue e entrega os gritos a um estranho lugar sem cheiros, sons, luz ou escuridão.
Do lado de dentro os sobreviventes enfrentam sua subsistência. Não há água encanada, ondas de rádio ou energia elétrica.

Falta comida e os sentimentos são confusos e intensos.
Não há sol ou chuva para se observar.

Não há divisão entre dia ou noite. Os relógios estão parados e qualquer esperança já se fragmentou, mesmo que alguns ainda esperem por algo que já nem sabem se existe ou mesmo se tem um nome.

        É angustiante se ver fechado em si mesmo, em dúvidas e reflexões de outrora. NIHIL é duro, cortante e desesperador. Pode-se faltar o ar em ler este livro com relatos de alguns personagens que estão tendo conversas paralelas apenas aguardando não sabendo exatamente o que? É um enredo muito doloroso que nos convida a nos olharmos no espelho e indagar: O que eu faria? Me acovardaria ou tentaria a sorte? Mas, que sorte se não se sabe ao certo o que está acontecendo. Estão todos presos em suas dúvidas e medos. Um enredo pós-apocalíptico e cruel. Que se tem como estrela principal aquela neblina densa e sensação claustrofóbica.

 

        Personagens que relatam a sua agonia nos convidando a faze-los companhia nessa realidade brutal e impiedosa. NIHIL é dilacerante. É impossível não se envolver com a enredo, apesar de ter recebido apenas 44 páginas para uma breve degustação. Demorei muito para absorver. Ele chegou trazendo medo e incertezas quanto ao futuro, mas essa perspectiva de futuro não existe. Mas o que existe, então? Medo. Apenas os segundos do presente é assim que recebemos NIHIL, como sendo uma incógnita dura e analítica.

        Tudo está tão cinza e sem vida. Trancados em suas casas os poucos sobreviventes escutam e aguardam mais um estrondo, em outros momentos o silêncio ensurdecedor, agonizante e solitário.

 

      Teria outros sobreviventes em algum outro lugar? O desespero de ver pessoas saindo e não mais voltar e se voltam estão carcomidos e impossibilitados de relatar o que viram. O que existe atrás da porta, do lado de fora? Apenas aquela neblina levando todos para um buraco sem fundo que condiciona a todos para o nada. O medo do inexplicável, a incerteza da vida ou do que resta dela. Esta é a fase do final de um tempo. Haveria alguma saída? Estaria todos condicionadas ao desespero e as dúvidas eternas?

        Com um clima tétrico, caótico, desolador e desestabilizador, assim é o livro Nihil de Carolina Mancini, mexe com os sentidos, nos convidando a reflexões. Agora estou pensativa e sufocada com o que consegui presenciar nesta degustação. A única certeza é que em breve poderei descobrir e desafiar talvez, esse nada que acerca e paira no abismo das incertezas dos personagens deste impactante terror psicológico.

       Onde estarão as cores e valeria a pena ainda estar vivo?

    Carolina, agradeço imensamente por este presente, poder ler em primeira mão algumas páginas do seu novo sucesso, pois assim é o que percebi ao ler este enredo tão desestabilizador. Fiquei sufocada com a carga emocional em que os personagens estão acometidos. Você me emociona com seu talento para escrita. Como é bom conhece-la e poder presenciar a escrita de uma das grandes autoras brasileiras no gênero Fantasia/Terror/Suspense. Agora, manda logo este livro quero devora-lo.

 

 

NIHIL

Carolina Mancini

Editora Estronho

Gênero: Ficção/ Literatura Brasileira / Suspense e Mistério 

 

Vamos apoiar a literatura brasileira!

 

É isso, beijos e tchau!

 

 

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