• Cláudia Eu Leio Sim e Daí

A Menina Submersa: Memórias


Olá turminha boa de leitura, prontas para tecer uma colcha de retalhos? O terror em uma mente doente onde a incerteza dos fatos leva a protagonista a dúvidas durante toda sua trajetória de vida. Aqui conheceremos Índia Morgan Phelps, ou apenas Imp., para os conhecidos. Ela irá te cativar por vezes e te conduzir por caminhos que apenas uma mente perturbada é capaz de envolver.

Existem enredos que nos desafiam retirando de nosso conforto literário usual. Tenho este livro há certo tempo e não conseguia entender o porquê não o pegava para ler, apenas olhava sua capa, o desfolhava, achava bonito o corte das folhas em rosa, mas retornava no lugar e pegava outro. Hoje compreendo o porque!

O momento certo foi quando, participei da Leitura coletiva desse livro juntamente com a @catrinerd, a @umuniversotodonosso e uma galera super animada! A cada noite em que nos reunimos para discutir o teor da leitura, mais dúvidas surgiam, mas conseguíamos vislumbrar pela ótica do outro o quanto nós carregávamos um pouco da protagonista, dançamos com sua insanidade sem saber ao certo o que era real ou criado por sua insensatez caótica. Meio confuso, não é mesmo? Imp. é confusa em seus delírios ela nos arrasta pela loucura de sua mente sem dó e nem pudor, emergimos e submergimos em um piscar de olhos.

Imp. quer e precisa dialogar com você, a aceite e entenda o que se passa em seu mundo um tanto lunático, mas não vá com pressa e nem com preconceito, sua mente é fortemente transgressora e dúbia. Entenda e aceite como ela é, um pouco sã, em outras louca e muito real. Quem de nós não tem um pouco de Imp. no decorrer de nossas vidas, confusas?

Ouça o que ela tem para dizer.


Imp. não queria ser como sua avó ou sua mãe que devido à esquizofrenia se suicidaram na sela fria de um sanatório. Todas as mulheres da família eram loucas e ela sabia, também era louca. Haveria uma hereditariedade ou uma maldição? Nesse caso, nem ela mesmo sabe o que seria melhor, para ela.


Aqui temos um livro de memórias escrito por Imp, portanto o livro é narrado em primeira pessoa. Ela vive assombrada por suas memórias que são questionáveis, pois nem ela mesma sabe se é ou foi real tudo aquilo que ela vivencia, portanto em seus relatos ela expurga seus fantasmas. Não teremos respostas absolutas, mas a dica é...pense como Imp!

Imp. é uma jovem que mora sozinha e se vê as voltas com seu trabalho, consultas médicas periódicas e seu grande prazer, livros, visitas a museus, vinis e seus quadros, pois ela pinta quadros em um pequeno cômodo de sua casa. Tanto sua mãe como a avó tiveram grande influência em seu gosto cultural e foi em um passeio com a mãe em um museu que ela se deparou com aquele quadro tão intrigante, A Menina Submersa, uma obra ficcional de Phillip George Saltonstall. Seu encantamento pela obra era tanta, que sua curiosidade a fez pesquisar o que levou o pintor a fazer aquele quadro tão enigmático e profundo. Imp. sentia que ela era como a menina do quadro. Era quase uma compulsão pela aquela imagem que tanto a representava e dizia muito sobre ela, mergulhada em suas angústias e loucura, querendo respirar e pedir socorro! O quadro passou a ser um dos primeiros fantasmas da garota, uma obsessão tamanha que para Imp. a jovem era real e foi em uma noite em que dirigia que ela avistou na beira de uma Rodovia, uma garota nua que admirava a escuridão do local, o mais perturbador era saber o que ela estava fazendo ali tão desprotegida e molhada, será que assim como nas histórias de sereia ela teria saído do rio Blackstone para seduzir a quem passasse? Mas ao se aproximar, ela reconheceu algo naquela jovem que a perturbou. Seria a garota do quadro, A Menina Submersa?



Comentando:


Com uma narrativa envolvente, não linear, portanto confusa... mas, adorável e bem compreensivo vindo de uma mente em total ebulição, como a da protagonista. Uma mente inquietante, acompanhado de um cenário denso, profundo, amargurado e doentio.

O enredo por vezes é nebuloso sem certa nitidez, assim como a própria personagem. Ficamos incertas, assim como ela. Deliramos e permanecemos em dúvida quanto, à resposta que ela tanto procura.

Este é daqueles livros que não existe meio termo para o leitor, ou se ama ou odeia. Não é uma leitura fácil, mas deve-se entender que é escrita por uma pessoa mentalmente doente, que nos faz participar dos seus diálogos que estão sendo expurgados no papel.

Imp. Procurava um espaço para se encaixar, vivendo momentos insólitos a deixando incomodada, mas por vezes satisfeita com o resultado de seus pensamentos. A protagonista tenta enfrentar o desconhecido com bastante cautela, por vezes fingi entende-lo, mas na verdade tem medo daquilo que não pode tocar.


Recomendo!


A Menina Submersa: Memórias

Autora Caitlín R. Kiernan

Tradução: Ana Resende e Carolina Caires Coelho

Editora: DarkSide – Selo: Darklove - Pag. 320

1ª edição - Ano: 2015 - ano copyright: 2012

ISBN: 978-85-66636-53-6

Capa/Projeto gráfico: Retina 78

Revisão: Marlon Magno / Nova Leitura / Retina Conteúdo

Impressão e acabamento: Geográfica

Gênero: Literatura Americana/ Ficção / Fantasia

Fonte: Boa, com espaçamentos adequados.

Valorize a Literatura!

É isso, beijos ensandecidos e tchau!

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