• Cláudia

O Jardim Vermelho


Olá turminha boa de leitura, em parceria com a editora Coerência hoje trago a resenha de um livro fantasia que me conduziu por terras estranhas onde batalhas travadas, profecias e pactos estabelecidos comandavam a vida de seus moradores. Esse enredo é demais revelador e instigante. Tem-se que ler com cuidado e atenção, pois suas revelações são demais envolventes. O autor Éderson Malcher conseguiu impregnar cada página desse enredo, convidando o leitor a sentir e participar das aventuras existentes e todo cuidado será importante, pois o percurso será longo e perigoso e não se enganar, será um grande ganho"

Sinopse:

O Jardim Vermelho, começa com a possibilidade de um mundo diferente em alguns valores dos que temos na Terra. Uma história singela que se inicia com uma narrativa próxima à fábula e que vai ficando mais tênue na crença dos moradores da Península, onde estão confinados por um pacto, os chamados místicos e telepatas. Dois amigos são incitados a iniciar esta aventura contraposta por uma misteriosa pedra negra que desemboca numa tragédia, posteriormente tida como fantasiosa por alguns e verídica por outros. É nesse contexto que Raoni se vê imerso por experiências à princípio tidas por ele como loucura. Uma guerra iminente que põe em xeque o conceito de certo e errado, de bem e mal, e que fará surgir os mais improváveis heróis. A Península está ameaçada pelos homens que vivem para além da Floresta Limite e por um mal que remonta aos primeiros personagens dessa história.

No início, o povo daquela Península tinha uma vida simples mais motivada por um novo dia, mas houve uma época em que a fome tornou-se a marca de todos, pois a escassez de chuva dificultava as plantações e a vida dos animais. Existiam 2 grandes homens no local que carregavam consigo uma certa amargura e inimizade pelo outro. Maldecan era o Curandeiro-Mor, nos momentos de privações e doenças era ele quem socorria o povo com suas orações, pois todos acreditavam que os Deuses o escutavam e concedia a seus pedidos, por isso, mesmo com poucas provisões o povo o recompensava e portanto, ele acreditava que ele deveria reinar e conduzir como queria os habitantes daquela lugar, em contrapartida existia Raz um homem forte e destemido que os aldeões nomearam como seu Rei e isso incomodava o grande Curandeiro. A inimizade pairava entre ambos, mas as mãos da natureza uniram pelo laço de amizade seus filhos Otoniel (filho de Maldecan) e Mizael (filho de Raz). Em uma noite Mizael que estava muito doente teve um chamado que o convocava, juntamente com seu amigo Otoniel para partirem para o vale de Keerar, assim, mesmo a contragosto os pais de Mizael cederam aos apelos do filho e permitiram sua partida, talvez a cura para a sua doença aconteceria nessa trajetória. Foi uma jornada difícil, pois Mizael estava muito mal e Otoniel temia pela morte de seu amigo a qualquer momento. Ao chegarem próximo aos pés do monte Keerar Mizael já sem forças despedia da vida apenas com o olhar e o desespero tomou conta de Otoniel e do alto do monte apenas uma águia veio ao encontro dos dois amigos. O que eles não sabiam era que aquela ave era o Ancião que os tinha chamado através do sonho de Mizael para curar a doença do corpo e ensinar-lhes sobre as formas transcendentais da vida e sobre a habilidade que cada um tinha que mais tarde seriam conhecidos como místicos e telepatas. A partir desse dia os jovens ficaram no Cume Keerar por 7 anos em treinamento, aprendendo sobre tudo, sem queixumes ou tristezas, apenas, saudades daqueles que estavam longe. Mas, em uma noite eles encontraram uma Pedra Negra que não era comum aos olhos ela tinha e exalava poder e sabedoria na qual recebeu o nome de Sentinela da Noite pelos amigos.

Ao terminar os 7 anos eles puderam voltar para a Península, mas antes de partirem foram advertidos pelo Ancião, pois eles deveriam ser corretos, jamais violar regras, não deixarem a ganância tomar conta de seus corações, julgar sempre com justiça e usar seus dons com sabedoria e ter cuidado com interpretações erradas. Ao chegarem na aldeia a alegria tomou conta de seus familiares e uma grande festa foi organizada e ali puderam contar pelo que passaram e todo o aprendizado que tiverem, pois voltaram com seus dons aguçados, mas os rapazes descobriram também que ali algo estranho dominava as pessoas...o medo! Novos personagens naquele lugar haviam aparecido e eram chamados simplesmente de “Homens” que tomaram o lugar e todos da Península tinham que servi-los. Mizael acreditava que com diálogo conseguiria reverter a situação, mas Otoniel acreditava que os dois juntos somando suas habilidades poderiam acabar com a vida dos algozes. Os amigos eram diferentes, um era coração e o outro razão. Ao invés de unirem forças para chegarem ao denominador comum, se dividiram e cada um criou o seu exército. Uma amizade límpida como a água que saía da nascente foi envenenada e o horror e a disputa tomou conta de seus corações. A bela pedra negra, “Sentinela da Noite” estava entre os dois rapazes cada um queria usa-la da sua maneira, pois a pedra mágica continha um poder inigualável. Mas em uma grande e decisiva batalha entre os dois o caos se estabeleceu e a morte abraçou primeiro Otoniel roubando-lhe a vida, com isso a “Sentinela da Noite” partiu-se em cinco pedaços, que foram lançadas por lugares diferentes, a ganância e o mau uso de sua força desviou os amigos do caminho da harmonia total, “O Trono” mas o que seria o Trono?

Já Mizael saiu errente pelo abismo da culpa desnorteado e sem sentido para a vida e também morreu e com isso cada um dos exércitos formados se incumbiram de velar e enterrar os restos mortais de seus generais, os de Otoniel levaram-no para aquela que seria a cidade de Rexote e os de Mizael o conduziram para as margens das montanhas de Jaal um lugar que misteriosamente após alguns anos do enterro de Mizael começou a nascer flores perfumadas e escarlates e que recebeu o nome de “Jardim Vermelho”.

1740 anos após a ganancia e incompreensão ter dividido os mundos e o elo de amizade entre os protagonistas Otoniel e Mizael, um jovem depressivo e angustiado de nome Raoni expurga os seus dias entre a sanidade e a loucura, não gostava de se relacionar e preferia a total solidão, o pânico em estar em certos lugares o consumia, pois o medo de ser internado novamente naquele hospital psiquiátrico o paralisava e ao mesmo tempo o agitava. Ouvir vozes estranhas discutindo em sua cabeça era perturbador e rotineiro. Mas, ele participaria de uma grande experiência, ou melhor, um chamado para suas obrigações. Acontece que entre os mundos existia um portal por onde Raoni será levado e a partir de então, ele conhecerá um lugar totalmente novo entre seres místicos, telepatas, guerreiros, miriatianos e os homens que ficam na Floresta Limite. Todos vivem entre lendas e um grande pacto. Raoni descobrirá que pode fazer parte de uma grande jornada, pois uma batalha está sendo travada e a busca pelo poder poderá juntar as partículas da tal “Sentinela Noturna” que conduzirá a salvação ou a discórdia, dependendo do lado que for seguido.

Raoni não era um homem comum ele tinha algo em sua essência que será descoberta por ele e pelos outros, mas na verdade qual era sua ligação com aquele povo milenar? Seria ele alguém que viera para unificar o que foi dividido no passado?

O perigo ronda aquele lugar!

Comentando...

Esse é o primeiro livro de uma trilogia, narrada em terceira pessoa. Uma leitura contagiante e fascinante o autor foi extremante detalhista em certos pontos conseguindo apresentar maravilhosamente bem todo o cenário e seus personagens. Também foi bem preciso nas disputas travadas e nos momentos de aventuras ele conseguiu me segurar na leitura. Éderson, soube descrever perfeitamente o universo real e o mágico.

Adoro esse tipo de enredo, que nos conduz para o cenário principalmente nos momentos de confronto, me senti fazendo parte do enredo.

Existem leituras que nos consomem de tal forma que não conseguimos parar de ler e queremos ir até o final, pois fazemos parte de cada fragmento do enredo criado.

Uma bela capa, acompanhada por uma diagramação simples e perfeita.

O que dizer mais? Muito difícil ele é tão bom quanto imaginei. Fico com receio de falar demais e soltar algum spoiler, acho que o leitor terá que tirar suas conclusões e participar dessa aventura.

Fui tragada pela estória. Jardim Vermelho é um primoroso livro que como disse no início da apresentação tem que ser lido com calma e aprecia-lo como um bom vinho!

Parabéns, Éderson por oferecer para o leitor uma estória que apresenta o quanto o ser é manipulável e não consegue ler nas entrelinhas. Agora me resta aguardar o segundo livro e acompanhar a nova jornada na vida de Raoni e desvendar sua importância além do portal!

Parabenizo também a Editora Coerência, por mais esse maravilhoso livro.

Espero que tenha aguçado sua curiosidade.

Para adquirir segue o link: https://ed-coerencia.lojaintegradajardim+vermelho

O Jardim Vermelho

Autor: Éderson Malcher

Editora Coerência

Pag. 341

Ano: 2018 – 1ª edição

ISBN: 978-85-5327-125-2

Capa: Décio Gomes

Diagramação: Bruno Lira

Revisão: Morgana Brunner

Gênero: Literatura Brasileira/ Romance Fantasia

Vamos apoiar a literatura nacional!

É isso, beijos e tchau!


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